quinta-feira, 24 de março de 2011
Lisboa
Em cima da cabeça brilho do branco, e cinza também. Há uma grande foligem cinza pela cabeça dos que por aqui estão agora.
É o dia branco, e uma vida cinza. Longos cinzas de vidas brancas cansadas de tantos dias cinzas.
Acho que com certeza tem espaço para esses dias cinzas e para os brancos também, mas eles se repetem tanto nessa terra que eu já me sinto branca, com algumas cinzas na cabeça.
Luso e Liso
Eu preciso tomar um banho e lavar meus cabelos com um shampoo melhor! Sim é isso que tenho que fazer, e quem sabe sobra um pouco de água para limpar as paredes, o teto e o chão.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Transbordo
sábado, 6 de novembro de 2010
Limpeza
domingo, 17 de outubro de 2010
Livre Arbítrio
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Jacaré
Comecei pensando nas regras. São elas que me carecem?
Dias e vidas pensando no sonho da alma selvagem, na intuição artista, no espírito de liberdade, seria essa minha liberdade? Almejar a vida só em tons coloridos, podem ser pastéis, mas sempre cores! Ou acordes bem tocados, sem pausas ou grandes silêncios constrangedores. Talvez a dança transpirando emoção por cada centímetro do palco.
Será que são esses os objetos a serem dedicados nos meus altares? Cada oração ou pensamento deva fluir para esse objetivo na minha vida?
Acho que isto vem feito parte da minha vida há anos! Mas não por completo. É preciso aprender com o preto e o branco, suas infinitas variações cromáticas que te levam desde o preto do papel até a maior saturação e acúmulo de luz possível, o branco. Preciso cultuar o silêncio, abstrair palavras e seus sons quando desnecessários. Aprender que o silêncio é fruto de sabedoria e necessita ser ouvido de alguma maneira, aguçando sentidos distintos e desenvolvendo a capacidade de harmonização do corpo e da alma.
Não, acho que também não é isso!
É preciso abrir mão desse passado que te consome, dos hábitos repetidos ridicularmente da mesma maneira a anos.
Sim, são suas regras, rituais que esperam ser praticados, dia a dia, sem quebra, sem deslizes, com amor. Você os guarda na sua caixa lacrada de medos e vontades borbulhando energia para explodirem e voarem por aí. Mas não sem rumo. É preciso o rumo, as regras e os rituais. Quero a dureza. Mas eu tenho a dureza. O coração banhado pela falsa insensibilidade, ríspida pulsação de ritmos constantes.
São eles, vocês. Meus rituais, regras e altares.
Com Ardor
O toque invisível desde o fim, o laço eterno de um amor sem fim.
Lágrimas correm em sua presença, transbordam direto do peito, do centro do coração.
Puro assim como seu amor.
Doi na alma minha sua dor! Minha dor, sua alma, nosso amor. Nossa dor ligada pela vida.
Você me deu a vida, e eu te dei amor?
Te dou sal e muita água. Nuvens prateadas brilhando no céu, espelhos que refletem o longo caminho a seguir.
Sem olhar pra trás, o trem já passou. Mas você não passou. Há muita vida pra passar!
Suas pernas aguentam mais uma longa caminhada.
Sua vida espera na dor, mas é no amor que brindamos o seu sorriso. Sim, o seu sorriso!
Com o meu amor. O único amor sem fim. O seu amor.
Mãe.